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Medicina Ocupacional

Coleta de sangue sem consentimento: decisão do TST alerta empresas e serviços médicos

A 1ª Turma do TST condenou uma empresa após uma trabalhadora ter sangue coletado sem autorização durante atendimento médico. A decisão destaca consentimento, intimidade e governança dos serviços prestados em nome da empresa.

Fonte oficial: Tribunal Superior do Trabalho (TST) (abre em nova aba)Data da fonte: 04/09/2026Publicado no portal: 09/09/2026Curadoria e revisão: Weliton Almeida DuarteÚltima atualização: 09/09/2026
Trabalhadora adulta e profissional de saúde ocupacional revisam um consentimento antes de procedimento em ambiente privativo.
Ilustração editorial. A imagem não representa a trabalhadora, a empresa nem o atendimento do processo.

O que aconteceu

A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa ao pagamento de R$ 20 mil a uma trabalhadora que teve sangue coletado sem autorização durante atendimento no serviço médico após desmaiar no trabalho. Para o colegiado, a ausência de consentimento violou a integridade física e a intimidade da trabalhadora.

A Turma não reconheceu, no caso, prova suficiente de dispensa discriminatória. A condenação foi fundamentada na coleta sem autorização. O TST registrou que a empresa responde pelos atos de profissionais que atuam em seu nome no exercício das funções contratadas. O processo tramita em segredo de justiça.

Quem é afetado

A pauta afeta empresas com ambulatório ou serviço médico interno, clínicas prestadoras, equipes de Medicina Ocupacional, RH, gestores de contratos e responsáveis por privacidade e proteção de dados. Também alcança empresas que terceirizam exames ou atendimentos realizados em seu nome.

Implicação prática

O caso indica a importância de protocolos claros para explicar procedimentos, registrar autorizações, limitar acessos às informações e definir responsabilidades entre empresa e prestadores. A decisão trata de situação concreta e não deve ser usada para conclusões automáticas sobre todo exame ocupacional ou atendimento de urgência.

Como a Excelência SST pode ajudar

A Excelência SST pode apoiar a revisão administrativa dos fluxos de atendimento ocupacional, comunicação prévia, formulários de consentimento, registros de autorização, contratos com prestadores e orientações de privacidade. Esse apoio não substitui a autonomia médica, o sigilo profissional, a avaliação do caso concreto nem a assessoria jurídica ou de proteção de dados.

Conteúdo informativo sobre caso concreto. Não substitui avaliação médica, jurídica ou de proteção de dados.

Impacto para empresas

Empresas e prestadores de Medicina Ocupacional devem organizar consentimento, comunicação, registros, privacidade e responsabilidades contratuais sem presumir que qualquer decisão judicial substitui a avaliação técnica de cada atendimento.